Você conhece as 3 ondas do Feminismo no Brasil?

Fonte: @revistaazmina

https://azmina.com.br/reportagens/feminismo-no-brasil/ 

O movimento de mulheres do Brasil é um dos mais respeitados do mundo e é um dos movimentos sociais que já atingiu mais resultados no nosso país. A história do feminismo brasileiro é oficialmente dividida em “três ondas”, e já há quem fale em uma quarta. Vem conhecer!

 

Primeira onda – cidadania

A chamada primeira onda do feminismo foi no início do século 20, e tinha foco na igualdade de direitos no exercício da vida pública. A principal reivindicação era o direito ao voto. Essa movimentação inédita de mulheres, mais ou menos organizadas, clamava também por acesso a cursos superiores e pela ampliação do campo de trabalho (até então restrito à função de professoras). 

Foi só no ano de 1934 que as restrições ao voto foram retiradas na nova constituição, permitindo que todos os brasileiros maiores de 18 anos pudessem eleger seus representantes. Nísia Floresta e Bertha Lutz (já foi homenageada do Clube das Pitayas, olha aqui) foram os principais ícones dessa onda!

Segunda onda – sexualidade

No início dos anos 1960, com o voto já garantido, a segunda onda trouxe questões mais ligadas à sexualidade e autonomia da mulher no contexto familiar. O movimento é marcado pela luta por direitos reprodutivos e liberdade sexual. Nesse sentido, ninguém mais marcante do que a Leila Diniz

No Brasil, a conjuntura histórica da ditadura militar impôs que os movimentos feministas também se posicionassem contra o regime e a censura, e lutassem pela redemocratização, pela anistia e por melhores condições de vida. 

Therezinha Zerbini criou o Movimento Feminino pela Anistia, que reunia mães e esposas que tiveram seus filhos e maridos exilados ou presos durante a ditadura militar. 

Foi também durante os anos de chumbo que nasceu o Movimento Negro Unificado (MNU), que teve entre suas fundadoras a filósofa, antropóloga e militante dos movimentos negro e feminista Lélia Gonzalez

Terceira onda – interseccionalidade

Já a terceira onda traz maior diversidade ao movimento por meio do conceito de interseccionalidade entre gênero, raça e classe.  As mulheres passam a questionar o papel de reprodutoras, mães e donas de casa. 

Na terceira onda ganha destaques vertentes do feminismo negro, com debates sobre discriminação racial, genocídio da população negra e a solidão da mulher negra.  começam a surgir os primeiros núcleos de estudos sobre a questão da mulher e a questão de gênero nos meios acadêmicos. 

Quarta onda – ativismo digital

Há quem fale hoje em quarta onda, que estaria associada ao uso das redes sociais. As principais bandeiras contemporâneas são o combate ao assédio, violência e feminicídio, mas que também conversa com a segunda onda e pauta questões de liberdade de escolha e padrões corporais. 

A cada onda, o movimento feminista brasileiro foi se tornando mais complexo e abrangente, e as pautas anteriores não ficaram pelo caminho. Pelo contrário, a cada nova etapa foram sendo agregadas novas dimensões do que é ser mulher em um país tão violento e desigual. É na evolução da luta que avançamos as conquistas! Seguimos juntas!

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