Mulher do Mês – Mariângela Batista Galvão

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Ela trabalhou por mais de 30 anos no Sistema Único de Saúde, foi responsável por implementar políticas públicas inovadoras para tratar pacientes com HIV, no Brasil e no mundo, e agora ela brilha (e trabalha como nunca!) em Genebra, como uma das diretoras da Organização Mundial da Saúde (OMS). É Mariângela Simão, médica, sanitarista e primeira diretora-geral assistente para Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS.

 

Anos 1980 – Curitibana

 

  • Na adolescência, ela queria ser astrônoma. Mas logo viu que “gostava de gente” e escolheu trabalhar com saúde. Formou-se em medicina, fez residência em pediatria e especializou-se em saúde pública.
  • Quem conhece Mariângela conta que nos atendimentos nos postos de saúde, ainda em início de carreira, ela sabia o nome de todos os pacientes das comunidades que atendia  Sempre sensível à relação entre impactos sociais e saúde, ela passou a ocupar cargos públicos relevantes em diversos órgãos do Paraná.
  • No final dos anos 1990, por exemplo, ela participou ativamente da criação do programa Mãe Curitibana.

 

Anos 2000 – Brasília

  • Após o destaque nos programas implementados na capital paranaense, Mariângela foi chamada para o Ministério da Saúde, em 2004. 
  • Ela foi para Brasília (enquanto o marido e os filhos adolescentes ficaram em Curitiba) para dirigir o departamento internacional de combate à aids. 
  • Nessa época, o Brasil já era uma referência global no tratamento à AIDS/HIV, justamente pelo programa de acesso universal do SUS. Mas na gestão de Mariângela o tratamento para a doença foi revolucionado!
  • Foi em 2007 que o Brasil conseguiu o licenciamento compulsório de um importante medicamento antirretroviral, o que significou acesso muito mais barato ao fármaco e, mais tarde, apropriação da tecnologia para produção por aqui.

 

2010 – Sistema ONU

  • Após seis anos no Ministério da Saúde, Mariângela foi chamada para atuar na Unaids, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para atender pacientes portadores de HIV.
  • Lá, ela percebeu que o problema era essencialmente uma questão de direitos humanos, já que nem todos os países atendidos pela ONU oferecem distribuição de remédios e tratamento gratuitos, como no Brasil. “Tínhamos dificuldade em conter a epidemia nos grupos mais vulneráveis socialmente”, explica.

 

2017 – Diretora-Assistente da OMS

 

  • Em 2017, Mariângela foi convidada a ocupar o cargo de Diretora-Geral Assistente para Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela assumiu a posição na gestão do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, que tem como prioridade a paridade de gênero na organização. E atualmente 60% dos cargos de liderança da OMS são ocupados por mulheres! 
  • Lá se foi Mariângela para Genebra, com a família toda! Mal sabia ela da importância que sua posição assumiria, 3 anos depois, quando se disseminaria uma pandemia global!
  • Hoje ela coordena uma equipe de 250 pessoas e trabalha longas horas na busca por soluções globais para a COVID-19. O desafio, mais uma vez, é defender o acesso universal aos imunizantes, para garantir que a vacinação não fique restrita às nações desenvolvidas. 

 

  • Atualmente, o planeta enfrente um “apartheid das vacinas”. Apesar dos esforços da OMS, como o Covax Facility, a grande maioria das doses de imunizantes aplicadas está concentrada em 10 países desenvolvidos. Enquanto as nações desenvolvidas são 15% da população mundial, elas concentram  quase metade das vacinas disponíveis! Ou seja, um terço dos seus habitantes recebeu ao menos uma dose, e nas nações pobres a proporção é de apenas 0,2%.

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