Mulher do Mês – Rosaly Lopes

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Ela é geóloga planetária, vulcanóloga, astrônoma, e cientista sênior da Nasa! Ah, e ela também está no livro dos recordes por ser a pessoa que mais descobriu vulcões no universo. Ela pode parecer de outro mundo, mas é carioca. Rosaly Lopes é uma brasileira que decidiu ainda na infância que o que ela queria era explorar a galáxia, e hoje é inspiração para jovens que querem seguir o mesmo caminho. 

 

1957 – Sonho de astronauta

  • A carioca nasceu em 1957, em uma família de classe média, cheia de mulheres pioneiras (sua bisavó, lá nos tempos de Dom Pedro, foi a primeira brasileira a completar o ensino secundário!).
  • Já aos quatro anos de idade, os olhos de Rosaly brilharam ao ver Yuri Gagarin tornar-se o primeiro ser humano a viajar pelo espaço! Ela cresceu lendo sobre o programa espacial e a corrida para a lua, e sonhava em ser astronauta.
  • Na adolescência, quando viu uma reportagem sobre uma mulher que trabalhava no centro de controle espacial de Houston, calculando órbitas das naves Apollo, teve certeza de que seu sonho era possível! Frances “Poppy” Northcutt foi sua musa!
  • Ser astronauta seria difícil, pois ela tinha alto grau de miopia, mas sabia que queria conhecer o universo por meio da ciência.

 

1972 – Na Inglaterra, a descoberta dos vulcões 

  • Rosaly Lopes chegou a Londres! Aos 18 anos ela foi selecionada pela Universidade de Londres para cursar astronomia, onde se graduou como uma das primeiras da classe. 
  • No último semestre da faculdade, ela descobriu a paixão pelos vulcões. Um professor de geologia planetária faltou a aula para ir ver o vulcão Etna em erupção, e ela se encantou com aquela aventura. 
  • Foi assim que ela resolveu seguir o caminho do vulcanismo planetário no doutorado, também em Londres. Ela precisava entender dos vulcões terrestres para desvendar os de outros planetas! 
  • Desde então, conhecer vulcões na Terra tem sido seu trabalho e hobby. Ela tem até um livro sobre isso: “Turismo de Aventura em Vulcões”, em que apresenta roteiros para expedições a alguns vulcões conhecidos.

 

1986 – Aterrissagem na NASA

  • Depois do doutorado, Rosaly conseguiu uma vaga em um observatório espacial do governo inglês. Mas ainda não estava realizada, pois não tinha tanta liberdade para pesquisa. 
  • Então ela resolveu largar o emprego fixo para concorrer a um pós-doutorado no Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, instituto responsável pelo desenvolvimento de sondas espaciais para a Nasa. O programa era de dois anos, e ela não sabia se conseguiria emprego depois.
  • Pois conseguiu! Logo após terminar o post-doc ela foi convidada a trabalhar na missão Galileo, que lançaria uma nave não tripulada a Júpiter. 
  • O projeto durou 14 anos, e Rosaly atuou como especialista em uma das luas do planeta, onde descobriu 71 vulcões ativos. E foi assim que ela entrou no livro dos recordes! Ah, em homenagem ao Brasil, ela nomeou alguns desses vulcões com nomes de deuses indígenas, como Tupã e Monã.
  • Com o fim da missão em Júpiter, Rosaly integrou outros projetos da Nasa, e atualmente ela comanda uma equipe com profissionais de diversos países para pesquisar a possibilidade de a vida ter se desenvolvido em Titan, a maior lua de Saturno.

 

2005 – Inspiração para as próximas gerações

  • Além de ser uma cientista altamente reconhecida, Rosaly Lopes trabalha também para ser fonte de inspiração para os jovens interessados na ciência, assim como Poppy foi sua referência na adolescência.
  • Em 2005, Rosaly recebeu a medalha Carl Sagan por “entusiasmar” o público geral pela ciência planetária.Basta dar um google e encontramos várias lives e podcasts com a participação de Rosaly, que faz questão de mostrar que uma mulher brasileira pode, sim, estar na Nasa!
  • Segundo ela, “Uma das coisas mais importantes que você pode fazer como cientista é inspirar a nova geração”, e “a ciência tem que ser uma área preparada para incluir a todos”.

 

Mulheres no espaço

  • Das 567 pessoas que já viajaram ao espaço em missões orbitais, apenas 64 (11%) eram mulheres. E quase todas eram de países desenvolvidos, com exceção de uma indiana, uma iraniana e duas chinesas.E até hoje, nenhuma mulher foi à lua. 
  • Mas isso deve mudar em breve! Atualmente está em desenvolvimento o programa Artemis, da Nasa, que levará não  apenas a primeira mulher, mas também a primeira pessoa negra à lua. Se tudo der certo, até 2024. 
  • A ideia é usar novas tecnologias e sistemas para explorar a Lua de maneira permanente e sustentável, contando com o apoio de parceiros internacionais. Agora em junho, inclusive, o Brasil oficializou a participação no programa, que engajará universidades e centros de pesquisa por aqui! Que o programa sirva para inspirar muitas jovens brasileiras, como Rosaly, a explorarem o espaço!

 

 

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